Mostrar mensagens com a etiqueta governo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta governo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Transparência, transparência, transparência! Verdade, verdade, verdade!

Num tempo em que o PS e o Governo são bombos da festa (muito por culpa própria, claro), achei importante partilhar convosco algumas passagens da entrevista de Jorge Seguro Sanches, ex-presidente da CPI à TAP, publicada no Expresso de hoje. JSS saiu da presidência da CPI por sentir que o seu caráter foi atacado.

Diz ele que “numa CPI, os deputados estão lá não representando os respetivos partidos, mas representando-se a si próprios. Nós ali não estamos para responder aos diretórios partidários. Nós estamos ali para responder exatamente no mandato direto com o povo. E eu senti que isto não estava a conseguir funcionar desta forma. […] Os diretórios partidários têm de perceber que as comissões de inquérito não funcionam para cumprir ordens dos partidos. Os deputados estão lá para apurar a verdade, para fazer um relatório e, com isso, dar um contributo melhor para o país.

Sobre se é normal a realização de reuniões de preparação de uma audição, disse que “não, o que eu acho é que, acima de tudo, devem ser transparentes, porque se houver transparência a normalidade é aferida logo pelos outros, se não for pelo próprio.

Sobre uma reunião preparatória um dia antes da audição, “não, não, não, isso não faço. Aquilo que melhor defende os deputados é a transparência. Não só os deputados, mas quem esteja na vida política. Devemos ter [na AR], à semelhança do que acontece no Parlamento Europeu (PE) e noutros parlamentos, um registo de todas as reuniões dos seus deputados. […] Acho que estas reuniões e outras devem ser registadas num site, como acontece no PE.

Sobre se faz sentido o Ministro Galamba falar com deputados PS para preparar a sua audição na CPI, disse que “é evidente que não”.

Muito bem! Tudo muito claro, como sempre deveria ser. Que o desempenho dos senhores deputados aconteça no estrito rigor das suas competências e deveres.

Verdade, verdade, verdade! Transparência, transparência, transparência!

PS - Não resisto a transcrever uma outra passagem que li no Expresso de hoje: “ Face à " desgovernação socialista", seria normal dizer-se que "o líder da oposição vai ser primeiro-ministro um dia, só não se sabe quando", mas, segundo uma fonte do PSD, o que se ouve cada vez mais é que "o líder da oposição vai cair, só não se sabe quando”.”. Achei engraçado. Aqui fica.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Pela democracia e bons resultados... para todos.

O Presidente Marcelo decidiu-se pela estabilidade, pelo equilíbrio, para evitar  um "agravamento de fraquezas da democracia".

Apesar de todos os casos, com um Governo de maioria absoluta com pouco mais de um ano de mandato, sem alternativa visível e conhecendo o Presidente Marcelo, não poderíamos esperar, para já, outra decisão.

O alvo principal foi o Ministro Galamba, que o PR não conseguiu despedir (como já aconteceu a outros). A crítica não poderia ser mais feroz, deixando Galamba em maus lençóis, com tolerância zero.

De facto, Galamba terá sido a grande via para atingir o Primeiro Ministro que, desta feita, frontalmente, o contrariou.

Ao fragilizado Ministro que, na avaliação do jornalista Ricardo Costa, será inteligente e competente mas impulsivo e instável, ao Ministro, dizia, cabe demonstrar essas virtudes e moderar os defeitos. Com a avaliação de Marcelo, terá muitos valores para subir.

O Primeiro Ministro que, como vem sendo hábito, contrariou tudo e todos, deverá evitar mais casos, chegando-lhe o caso TAP, onde ainda haverá muito para gerir, e esperar pela melhor oportunidade (que deverá ser a que menos esperamos) para a grande remodelação, que poderá permitir (ou não) a conclusão do mandato. Se for essa a sua pretensão.

Ao Presidente Marcelo, que intervir e falar mais será impossível, resta-lhe, como prometeu "estar mais atento", trocando o sinal das suas avaliações.

Que prevaleça a democracia e que os recentes bons sinais da economia cheguem a todos.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Nada disto é normal!

O Ministro Galamba acusou o seu adjunto Pinheiro de querer ocultar informação à Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso TAP.

O Ministro Galamba informou o seu adjunto Pinheiro que, por esse facto, o demitia, mas não o demitiu de facto. Não há demissões pelo telefone!

O (ainda) adjunto Pinheiro quis levar o computador para casa, com informações classificadas.

Não sei, não tenho provas, mas não acontece, muitas vezes, os titulares de cargos, quando cessam o seu mandato, levarem (indevidamente) informação consigo, para casa?! Penso que alguns casos até foram do domínio público! O adjunto Pinheiro também não o deveria ter feito.

Seria prática usual os membros do gabinete do Ministro Galamba levarem o computador, para trabalhar em casa?

De facto, o adjunto Pinheiro, em princípio, na falta de despacho formal de demissão, ainda era titular do cargo.

Informada pelo Ministro, a Chefe de Gabinete (superior hierárquica do adjunto) tentou impedir a saída do computador do gabinete.

O adjunto Pinheiro (sentindo-se ainda na posse do cargo e repetindo uma prática habitual?) resiste e há lugar a lamentáveis práticas de violência.

São chamadas autoridades (o SIS?!) para recuperar o computador.

O adjunto (ou já ex) devolve acusações ao Ministro Galamba e divulga informações, até agora desconhecidas.

O Presidente Marcelo diz que o Ministro Galamba não tem condições para continuar no cargo.

O Ministro Galamba, depois de dizer que não se iria demitir, pediu a demissão ao Primeiro Ministro Costa.

O Primeiro Ministro Costa, no uso dos seus poderes e competências, depois de reunir, primeiro com o Ministro Galamba e depois com o Presidente Marcelo, não aceita a demissão do Ministro Galamba e não faz, para já, nenhuma alteração no Governo.

O Presidente Marcelo "não concorda". E assim se fica, para já! “No tempo próprio” falará ao país  

Até que ponto será, assim, possível a convivência institucional Presidente/Primeiro Ministro?

Depois dos muitos casos anteriores, nada disto é normal! A suposta sonegação de informação à CPI;  a “demissão” pelo telefone; cenas de violência no gabinete de apoio ao Ministro; o Ministro não se demite mas, depois, pede a demissão; o Ministro pede a demissão e não é aceite; o PR, ainda com o PM a comunicar e a justificar a sua decisão, diz que “não concorda” e, agora, "esperem pelo tempo próprio”!; para o PM, "já passou". Não, não é normal!

Desprestigiante e fragilizador dos poderes governamentais, é, mas, ainda assim, e não sendo normal (não tem de ser), poderá ter "pernas para andar"? Todos (ou nem todos) desejam que sim. A bem do país.

Esperemos pelo "tempo próprio".

Em destaque

O meu blog está, agora, numa nova plataforma! Na Medium!

Caros leitores e amigos, Informo que, a partir desta data, o meu blog estará numa nova plataforma a Medium  (clique aqui ). Esta primeira pl...

Mais populares