Num tempo em que o PS e o Governo são bombos da festa (muito por culpa própria, claro), achei importante partilhar convosco algumas passagens da entrevista de Jorge Seguro Sanches, ex-presidente da CPI à TAP, publicada no Expresso de hoje. JSS saiu da presidência da CPI por sentir que o seu caráter foi atacado.
Diz ele que “numa CPI, os deputados estão lá não representando os respetivos partidos, mas representando-se a si próprios. Nós ali não estamos para responder aos diretórios partidários. Nós estamos ali para responder exatamente no mandato direto com o povo. E eu senti que isto não estava a conseguir funcionar desta forma. […] Os diretórios partidários têm de perceber que as comissões de inquérito não funcionam para cumprir ordens dos partidos. Os deputados estão lá para apurar a verdade, para fazer um relatório e, com isso, dar um contributo melhor para o país.”
Sobre se é normal a realização de reuniões de preparação de uma audição, disse que “não, o que eu acho é que, acima de tudo, devem ser transparentes, porque se houver transparência a normalidade é aferida logo pelos outros, se não for pelo próprio.”
Sobre uma reunião preparatória um dia antes da audição, “não, não, não, isso não faço. Aquilo que melhor defende os deputados é a transparência. Não só os deputados, mas quem esteja na vida política. Devemos ter [na AR], à semelhança do que acontece no Parlamento Europeu (PE) e noutros parlamentos, um registo de todas as reuniões dos seus deputados. […] Acho que estas reuniões e outras devem ser registadas num site, como acontece no PE.”
Sobre se faz sentido o Ministro Galamba falar com deputados PS para preparar a sua audição na CPI, disse que “é evidente que não”.
Muito bem! Tudo muito claro, como sempre deveria ser. Que o desempenho dos senhores deputados aconteça no estrito rigor das suas competências e deveres.
Verdade, verdade, verdade! Transparência, transparência, transparência!
PS - Não resisto a transcrever uma outra passagem que li no Expresso de hoje: “ Face à " desgovernação socialista", seria normal dizer-se que "o líder da oposição vai ser primeiro-ministro um dia, só não se sabe quando", mas, segundo uma fonte do PSD, o que se ouve cada vez mais é que "o líder da oposição vai cair, só não se sabe quando”.”. Achei engraçado. Aqui fica.