O Ministro Galamba acusou o seu adjunto Pinheiro de querer ocultar informação à Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso TAP.
O Ministro Galamba informou o seu adjunto Pinheiro que, por esse facto, o demitia, mas não o demitiu de facto. Não há demissões pelo telefone!
O (ainda) adjunto Pinheiro quis levar o computador para casa, com informações classificadas.
Não sei, não tenho provas, mas não acontece, muitas vezes, os titulares de cargos, quando cessam o seu mandato, levarem (indevidamente) informação consigo, para casa?! Penso que alguns casos até foram do domínio público! O adjunto Pinheiro também não o deveria ter feito.
Seria prática usual os membros do gabinete do Ministro Galamba levarem o computador, para trabalhar em casa?
De facto, o adjunto Pinheiro, em princípio, na falta de despacho formal de demissão, ainda era titular do cargo.
Informada pelo Ministro, a Chefe de Gabinete (superior hierárquica do adjunto) tentou impedir a saída do computador do gabinete.
O adjunto Pinheiro (sentindo-se ainda na posse do cargo e repetindo uma prática habitual?) resiste e há lugar a lamentáveis práticas de violência.
São chamadas autoridades (o SIS?!) para recuperar o computador.
O adjunto (ou já ex) devolve acusações ao Ministro Galamba e divulga informações, até agora desconhecidas.
O Presidente Marcelo diz que o Ministro Galamba não tem condições para continuar no cargo.
O Ministro Galamba, depois de dizer que não se iria demitir, pediu a demissão ao Primeiro Ministro Costa.
O Primeiro Ministro Costa, no uso dos seus poderes e competências, depois de reunir, primeiro com o Ministro Galamba e depois com o Presidente Marcelo, não aceita a demissão do Ministro Galamba e não faz, para já, nenhuma alteração no Governo.
O Presidente Marcelo "não concorda". E assim se fica, para já! “No tempo próprio” falará ao país
Até que ponto será, assim, possível a convivência institucional Presidente/Primeiro Ministro?
Depois dos muitos casos anteriores, nada disto é normal! A suposta sonegação de informação à CPI; a “demissão” pelo telefone; cenas de violência no gabinete de apoio ao Ministro; o Ministro não se demite mas, depois, pede a demissão; o Ministro pede a demissão e não é aceite; o PR, ainda com o PM a comunicar e a justificar a sua decisão, diz que “não concorda” e, agora, "esperem pelo tempo próprio”!; para o PM, "já passou". Não, não é normal!
Desprestigiante e fragilizador dos poderes governamentais, é, mas, ainda assim, e não sendo normal (não tem de ser), poderá ter "pernas para andar"? Todos (ou nem todos) desejam que sim. A bem do país.
Esperemos pelo "tempo próprio".
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