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terça-feira, 11 de julho de 2023

As alterações climáticas e o aquecimento global

Na semana transata, registam-se dois recordes sucessivos da temperatura média do nosso planeta: 17,01 ºC na segunda-feira, 17,18 ºC na terça e na quarta-feira! O recorde anterior de 16,92 ºC tinha sido estabelecido em 24 de julho de 2022.

Confirmaram-se, assim, as previsões de que 2023 seria um ano em que tais recordes se iriam verificar, tendo em conta a atividade humana, principalmente no que diz respeito ao consumo de combustíveis fósseis.

Para estudar o aquecimento da Terra são utilizadas médias anuais ou de décadas, para serem ainda mais consolidadas, no entanto, estes recordes sucessivos são já sinais inequívocos deste fenómeno. Sabemos já que o ano de 2022 foi o oitavo consecutivo onde as temperaturas médias mundiais foram superiores em, pelo menos, 1 ºC aos níveis observados entre 1850 e 1900. Indicador consolidado e já preocupante, mas as projeções existentes dizem que, em 2023, podemos chegar aos 1,5 ºC, valor que é o limiar definido para o fim do século XXI. O passado mês de junho já foi o globalmente mais quente, com 0,5 ºC acima da média da década de 1991-2020.

Claro que os negacionistas dirão que "sempre foi assim, uns anos mais quentes, outros menos". Só que, agora, não é "mais, menos", é "mais, mais"!

Que consequências?

Desde logo, na saúde pública. De facto, a mortalidade pelo excesso de calor é elevada. A temperatura ideal para o funcionamento do corpo humano é de 37 ºC. Quando há um sobreaquecimente, os mecanismos reguladores de temperatura fazem perder água e a desidratação faz com o sangue fique mais concentrado, obrigando ao maior esforço do coração para o bombear, aumentando os problemas cardíacos e de outros órgãos. Se a humidade do ar for alta, pior ainda; impede a evaporação, com prejuízo da regulação da temperatura do organismo. Recomendação: proteger do calor e beber muita água.

A subida do nível das águas é outra consequência. Como bem sabemos, o calor dilata os corpos, dilata a matéria, logo, também dilata a água. O calor provoca a expansão da água, isto para além de derreter as calotes polares. Sabendo que a água líquida ocupa mais espaço que a sólida, a consequência é a subida do nível médio das águas, aumento da erosão costeira, perda de território e aumento das inundações.

(casos há em que, para além da subida do nível das águas, também há afundamento de terrenos, como é o caso de Nova Iorque, devido ao peso dos arranha-céus)

O planeamento de grandes infraestruturas em zonas litorais e ribeirinhas deverá ter em conta que a médio e longo prazo poderão ser zonas inundáveis.

(será um dos fatores ponderados nos critérios para a escolha da localização do novo aeroporto de Lisboa?)

"Os desafios de um mar que não pára de subir", Público on-line, 17.04.2023

Um estudo elaborado por uma equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, liderada pelo professor Carlos Antunes, apresenta um cenário de uma subida de um metro entre 2000 e 2100, aos quais se adicionam 13 centímetros de subida, já verificada em 2000.

Em Portugal continental, as zonas mais afetadas serão a ria de Aveiro, a zona de Lisboa, o estuário do Tejo e Setúbal, o Parque Natural da Ria Formosa e a área de Vila Real de Santo António e Monte Gordo. Na margem Sul do Tejo, as zonas de grande vulnerabilidade são a Base Naval do Alfeite, o Terminal de Transportes Multimodal do Barreiro e, no Montijo, a base aérea, a estação fluvial e a zona histórica (assinaladas na figura).

Lisboa e estuário do Tejo, Público on-line, 17.04.2023

Alterações nos habitats das espécies vivas e sua extinção (com consequências para o equilíbrio dos ecossistemas), alterações nos padrões de precipitação e acidificação dos oceanos (com consequências para as espécies marinhas) são algumas das outras consequências.

O efeito de estufa na Terra é essencial para a existência de temperaturas compatíveis com a vida. O excesso deste efeito, tal como está a acontecer, origina o sobreaquecimente de que falamos. Retardar o aquecimento global implica diminuir a libertação de gases com este efeito - dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, clorofluocarbonetos, também o ozono e o vapor de água, mas são estes os responsáveis pela temperatura que permitiu e permite a vida na Terra.

O que fazer?

Aplicar a política dos três Rs - reduzir, reutilizar e reciclar materiais, reflorestamento, reduzir o consumo de energia e usar fontes renováveis, economizar água e luz, consumir alimentos agroecológicos, entre outras ações.

“Os apoios à descarbonização da indústria vão chegar a mais 179 empresas, num investimento elegível superior a 1,1 mil milhões de euros e com um apoio de 500 milhões do PRR [...] Começou a ser testada em Madrid uma estação de abastecimento de veículos com hidrogénio verde produzido localmente, com tecnologia da portuguesa Fusion Fuel. Em Portugal uma estação similar nascerá em Elvas até 2025. Mas o investimento ainda é elevado e precisa de subsídios”, noticia o Expresso.

O tema das alterações climáticas, do aquecimento global, tem sido um dos mais relevantes para a juventude do nosso tempo. O mesmo não acontece com as faixas etárias mais velhas. Pais, avós, empresários e classe política, numa atitude egoista, estão longe de dar a atenção que o tema merece. Pode haver discurso mas, face à urgência e às necessidades, a prática é ainda muito insuficiente.

Não por desconhecimento, não por falta de avisos da ciência e da própria Terra, mas por puro egoísmo! Somos assim! O mal maior já não nos vai cair em cima e, mesmo sabendo que cairá nos nossos filhos e netos, mesmo sabendo isso, nada fazemos que possa ter resultados a curto e médio prazo, ou fazemos muito pouco.

A espécie humana caminha, inevitavelmente, para a extinção. Pugnemos pela qualidade da vida que nos resta.

(quando escrevo esta publicação, a minha amiga Amélia Antunes partilhou no seu perfil do Facebook "Agora...Nunca é Tarde!", do Pedro Barroso. A minha colega e amiga, professora Felisbela Romão, comentou: "um arrepio de alma")

(em 2004, a Felisbela fez a tradução do resumo da minha dissertação de mestrado. O meu inglês nunca permitiria a proficiência com que ela o fez. Bons tempos)

Na sua brilhante atuação, o saudoso Pedro Barroso (1950-2020) disse, então, que,

Conferindo aquilo que acreditamos

E o que ainda formos capazes de sonhar

E se aquilo que nos dão todos os dias

Não for coisa que se cheire ou nos deslumbre

Que pelo menos nunca abdiquemos de pensar

Com direito à ironia, ao sonho, ao ser diferente

E será talvez uma forma inteligente de, afinal, nunca

Nunca ser tarde demais para viver

Nunca ser tarde demais para perceber

Nunca ser tarde demais para exigir

E nunca ser tarde demais para acordar

E como isto se aplica não só ao que aqui escrevemos, mas a tudo o que nos inquieta, a tudo o que nos revolta, a tudo o que poderia ser melhor, bem melhor!

Nunca é tarde demais.


terça-feira, 30 de maio de 2023

João Vau - o meu padrinho!

Era uma vez uma senhora que tinha um lugar na praça (hoje, Mercado Municipal), no Montijo, conhecida por Ti Virgínia. Na altura, por volta dos anos sessenta do século passado, os fornecedores de frutas e hortaliças para o mercado chegavam por volta das sete, sete e meia da manhã, mas a Ti Virgínia nunca chegava depois das seis, para conseguir as frutas de melhor qualidade.

Lembro-me de algumas vendedoras, 

(a Ana Rosa, a Eugénia, a Maria Luísa, a Augusta, que vendia frangos,...)

até porque eu era visita obrigatória de todas estas e de muitas mais, pelo menos uma vez por semana. A Ti Virgínia, a minha avó, dava-me a mão e ia mostrar-me a quase toda a praça, com grande orgulho e entusiasmo! Era uma alegria! O neto da Ti Virgínia era lá famoso!

Com a minha mãe, ia muitas vezes à praça e recebia a semanada, penso que de cinco escudos, que foi aumentando e chegou a vinte. Com mais alguns anitos, comecei a ir ajudar a minha avó a pesar, a fazer trocos, a fazer caldo verde.

(muito gostava eu de dar à manivela daquela máquina!)

Foram bons anos!

Por hábito, quando recebia o resultado dos exercícios (como se dizia na altura), que fazia na escola primária, na turma do Professor Cortiço, ia logo dar a notícia à Ti Virgínia, principalmente, quando eram positivas, claro. Um dia, vim da escola direto à praça e dei notícia de um descuido: xi-xi nas calças! Como morava perto da praça, a minha avó levou-me a casa e, cá de baixo da escada, disse à minha mãe : "olha, Maria, o teu filho teve um bom!", isto acompanhado de grandes gargalhadas. Uma alegria!

Mas isto tudo

(desviei-me do objetivo desta publicação)

para dizer que, a praça, tal como hoje, também tinha talhos, um deles era do "Zé do Talho", ou o "Zé do Vau", com quem a minha avó também tinha muito boa relação. O "Zé do Vau" tinha um filho, por quem a Ti Virgínia tinha um grande carinho, uma grande admiração, andava a estudar, andava a tirar um curso - o João Vau, o João Francisco de Oliveira Vau.

Bom, de facto, a Ti Virgínia adorava o João Vau e ele também tinha um grande carinho por ela, e o João Vau, o filho do "Zé do Vau", tinha de ser padrinho do neto. E foi! Padrinho de batismo,

(na altura, por influência da minha titi Júlia, todos tínhamos de ser católicos; depois, mais tarde, comecei a faltar à missa para ir ver o futebol, a titi não gostou, mas o meu pai não me obrigou a ir à missa, e acabou assim)

dizia, padrinho de batismo e depois, padrinho de casamento, já a minha avó não estava entre nós. "Muito gostaria a Ti Virgínia de ter podido ver!", dizia-me ele.

Os padrinhos, em 13 de outubro de 1979

E o João Vau assumiu, por inteiro, a sua função de padrinho. Professor de profissão, acompanhou toda a minha fase escolar, com um contínuo apoio, muito importante para a sua conclusão. Depois dos meus pais, não tenho dúvidas em dizer que foi quem mais me influenciou em tudo o que fui fazendo na vida, como aluno e, depois, como colega professor. As corridas e o gosto pelos livros foram também obra dele!

(o João era amante do jogging, tem muitos quilómetros nas pernas, e um amante de livros, como ainda é hoje, um amante do conhecimento. Com muita pena minha, nunca fiz uma corrida com ele, já que um acidente não o deixou continuar, mas não me esqueço das nossas visitas à Livraria Escolar Editora, na Rua da Escola Politécnica, junto à antiga Faculdade de Ciências de Lisboa (FCL), sempre à procura das últimas novidades da ciência)

Todos sabem bem de quem falo, do Dr. João Vau, professor que lecionou muitos anos na atual Escola Secundária Jorge Peixinho (ESJP).

(antes, Escola Industrial e Comercial de Montijo, Escola Secundária de Montijo e Escola Secundária Nº 1 de Montijo)

Casado com a minha madrinha Silvina Vau, também docente aposentada, e com dois filhos, o Nuno e a Sílvia, médico e bióloga investigadora, ambos doutorados. Destacando alguns dados do seu vasto currículo, foi o primeiro docente efetivo desta sua escola proveniente de Exame de Estado perante um júri nacional onde, logo após o 25 de Abril de 1974, foi Diretor da então Escola Industrial e Comercial de Montijo. Na ESJP, muitos outros cargos se seguiram. Em parceria com o Professor Doutor Galopim de Carvalho, que orientava a componente científica, foi Orientador de Estágio do Ramo Educacional da FCL, durante 14 anos, na altura, o único núcleo de estágio de Geologia no país.

Em 1983, no âmbito do Grupo de Estágio do Ramo Educacional da FCL, no seminário sobre Sismologia, na Câmara Municipal de Montijo, com o Professor Francisco Santos (Presidente do Conselho Diretivo da ESJP), o autor desta publicação, o Professor Doutor Carlos Sousa Oliveira (do Laboratório Nacional de Engenharia Civil) e o Dr. Sérgio Pinto, já falecido (Presidente da Câmara Municipal de Montijo)

Em 1980, com os Professores Galopim de Carvalho, Gil Pereira, José Brandão, Perdigão Silva e Pires Batista, foi co-autor do primeiro manual escolar de Geologia, para o 12º ano do ensino secundário. Em 1984, foi co-autor da prova de exame nacional do 12º ano, de Geologia. Pertenceu ao grupo restrito de professores do ensino secundário convidados para as conferências, organizadas pela Fundação Calouste Gulbenkian, a propósito da Conferência do Rio,

(também conhecida como Eco-92, Cúpula da Terra, Cimeira do Verão, Conferência do Rio de Janeiro e Rio 92, foi uma conferência de chefes de estado organizada pelas Nações Unidas e realizada de 3 a 14 de junho de 1992 na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil)

Ao longo dos seus 44 anos de serviço, em escolas do Barreiro, Setúbal e Montijo, tinha com os seus muitos alunos e estagiários uma excelente relação, uma boa disposição permanente e um amor à sabedoria, que lhes transmitia sempre com grande saber, entusiasmo e dedicação.

Em janeiro de 2001, no jantar de minha despedida do Centro da Área Educativa da Península de Setúbal, com o meu filho, o Major Parracho, que dirigia o Gabinete de Segurança do Ministério da Educação, e o Capitão Pires, do Gabinete de Segurança da Direção Regional de Educação de Lisboa.

Um amante da sua Geologia, mas não só. A leitura diária, que hoje continua, quase compulsiva, de jornais, de revistas e de literatura variada, faz dele uma fonte de saber em variadas áreas do conhecimento. Recentemente, convidado por alguns docentes, fez uma palestra para alunos e professores da sua ESJP, sobre o Universo e, na Universidade Sénior do Montijo (USM), uma outra sobre "O Papel da Mulher nas Ciências". Em ambas, com plateias cheias e bastante interessadas. Continua a colaborar com a USM, tendo prevista nova conferência, em setembro do corrente ano.

Na Palestra sobre o Universo, com as Professoras Rosa Balão e Teresa Bordeira, na ESJP, em 3 de junho de 2022


Na conferência "O Papel da Mulher nas Ciências", com os seus netos, na USM, em 3 de março de 2023

Em reunião da Assembleia Municipal de Montijo, de 13 de setembro de 2013 (a cerca de um mês do fim do mandato autárquico e em pleno período eleitoral), o então deputado municipal José Manuel Mata Justo

(o meu colega e grande amigo Zé Justo, também, tal como eu, professor recentemente aposentado, integrou também comigo um grupo de estágio orientado pelo Professor João Vau)

dizia que o Dr. José Mata Justo apresentou, nessa altura, uma sugestão para atribuição da medalha de ouro da cidade de Montijo ao Professor João Francisco de Oliveira Vau. Recentemente, após a excelente conferência na Universidade Sénior que atrás referi, lamentou que ainda não tivesse sido atribuída essa merecida distinção.

Seria merecido! Também muito me alegrava que isso acontecesse!

João Vau, uma vida ao serviço do conhecimento, do ensino, da Educação do Montijo!

Bem haja Dr. João Vau! Bem haja padrinho! Obrigado.

PS - Encontrei-o, ontem, em casa, com 82 anos, com o entusiasmo de sempre, a ler um livro do Professor Carlos Teixeira, eminente professor de Geologia! Para saber mais! Sempre!

terça-feira, 16 de maio de 2023

O Futuro tem Mudança

Realizou-se, ontem, no Canto do Tejo Café, em Montijo, a apresentação do livro da Dra. Maria Amélia Antunes, O Futuro Tem Mudança. Com a sala cheia, a mesa contou com com a presença do Dr. Batista Lopes, responsável pela Âncora Editora, da autora e da Doutora Cândida Almeida, que fez a apresentação da obra.

Com excelentes intervenções e toda a atenção dos muitos presentes, o obra apresentada é uma compilação de textos publicados pela autora na imprensa local, regional e nacional e ainda na Revista Municipal da cidade de Montijo, entre 1998 e 2022. Entre outros cargos, a Dra  Amélia Antunes foi Presidente da Câmara Municipal de Montijo, e é Comendadora da Ordem de Mérito, condecorada pelo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, em 2015.

Os textos revelam reflexões, opiniões, propostas que, ao longo dos anos, consubstanciam o seu percurso político. Uma lição de ética e qualidade, ao serviço da região de Setúbal e da cidade de Montijo, em particular. Mas também do país. Recordo que, ainda que presentemente afastada da atividade política ativa, na qualidade de consultora jurídica, teve um papel de grande relevância na elaboração do estudo que esteve na base da criação das NUTS II e III da Península de Setúbal, que permitirão a atribuição de significativos fundos europeus, promotores do desenvolvimento que a nossa região muito necessita.

O livro vale a pena ser lido, também pela atualidade de alguns dos textos, mesmo passados já bons anos. A título de exemplo, transcrevo duas passagens:

Nos últimos anos, com o aumento das desigualdades sociais, do desemprego, da fome, com a tomada de consciência generalizada para os problemas globais, como os recursos energéticos, as alterações climáticas a multiculturalidade, a igualdade de direitos, os partidos políticos não conseguiram intervir por forma a dar resposta para a resolução dos principais problemas que afetam as pessoas, aparecendo hoje, como instituições fragilizadas, aos olhos dos cidadãos. É um facto iniludível que os partidos não conseguem mobilizar os cidadãos em geral para as suas causas e propostas. A crescente abstenção nos sucessivos atos eleitorais é disso prova bastante, sendo hoje a doença grave da democracia, mas o desinteresse não se fica por aqui. As associações da sociedade civil deixaram de ter a relevância de outrora e autonomia para cumprir o seu papel de agentes sociais, culturais, desportivos e recreativos, não conseguindo a participação generalizada dos seus associados ou angariar novos aderentes. Numa palavra, deixaram de corresponder aos interesses dos seus associados em geral.” Publicado em Rostos de 19.07.2014

Hoje, os cidadãos não participam porque não se identificam com a falta de verdade e transparência, não se identificam porque não confiam nas instituições e nos seus representantes, não se identificam porque sentem o afastamento dos seus representantes e que estes não prestam contas. Não se identificam porque sentem que são usados para outros fins, são enganados, são depois descartáveis; não se identificam porque as suas posições, as suas propostas não são levadas em conta, não se identificam porque percebem que não são os seus interesses que estão a ser defendidos.” Publicado no Diário da Região de 01.04.2016

2014 e 2016!

Parabéns, Dra. Amélia Antunes!

O FUTURO tem MUDANÇA!

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Península de Setúbal - 353 M€ até 2026!

Depois do anúncio de António Costa, em setembro último, ontem, 10.05.2023, foi publicada no Diário da República a Resolução do Conselho de Ministros, que pormenoriza alguns dados dos projetos para a margem sul do Tejo, que atingirão os 353 M€, até 2026. Alguns números a saber:

  • Corredor verde Almada-Alcochete em via pedonal, com jardins e cinco pequenos cais fluviais - 115 M€;
  • Pontes Barreiro-Seixal e Barreiro-Montijo - 80 M€;
  • Estudos técnicos e de viabilidade financeira da extensão do Metro Sul do Tejo à Costa da Caparica e até Alcochete - 10,5 M€;
  • Novo terminal fluvial da Moita e reabilitação dos terminais de Cacilhas, Seixal, Barreiro e Montijo.
Por definir, está, ainda, a tipologia das pontes a construir.

Estes projectos compensam, de alguma maneira, a penalização a que a Península de Setúbal tem estado sujeita, pelo facto de estar integrada na NUTS II da Área Metropolitana de Lisboa, situação que será revista a partir de 2027, com a criação, já aprovada, das NUTS II e III para a nossa região.

A gestão será atribuída à Sociedade Arco Ribeirinho Sul, cuja comissão executiva será constituída pela Estamo (empresa pública que gere as participações imobiliárias do Estado), que designa o presidente, e pelos municípios de Almada. Barreiro e Seixal. A comissão de acompanhamento permanente integrará os restantes municípios da região, com um total de quase trinta entidades.

2026! É pouco tempo. Alguém estará cá para aferir e avaliar a concretização destes projetos. Pelo merecido desenvolvimento da Península de Setúbal. Acredito que sim!

É que não me esqueço da pompa e circunstância com que foi anunciado no novo aeroporto no Montijo! E agora, tudo está no zero!

Mas acredito que estes projetos se concretizarão.

domingo, 7 de maio de 2023

Sinais contraditórios?

 Entre 2011 e 2021, o uso do carro cresceu em 96% dos concelhos.

Apenas em 12 concelhos não se registaram aumento e Odemira, Alcochete, Faro, Vendas Novas, Mafra, Setúbal e Montijo registaram mesmo um decréscimo da dependência do automóvel!

Para o novo aeroporto de Lisboa, chegaram a ser 17 (!) as opções. Por agora, as finalistas são nove, com sete localizações. Montijo está lá. Os prazos continuam em derrapagem! Em causa estão 25 estudos de avaliação, cujo primeiro prazo para adjudicação era 15 de janeiro, passou depois para finais de fevereiro e ainda não aconteceu! Esta discussão teve início há 69 anos (!), uma nova infraestrutura de raiz terá de esperar, pelo menos 10 anos, pretendendo-se implementar uma solução intermédia a curto prazo.

10 anos a partir de que data? Curto prazo de quantos anos? Não sabemos!

Montijo em duas frentes. Ambientalmente falando, com sinais contraditórios! Ou não? O primeiro é positivo. O segundo, o futuro dirá.

Brincando com coisas sérias, poderá dizer-se que estamos a tentar substituir o carro pelo avião.

Fonte: Expresso, 05.05.2023.

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